sábado, 16 de maio de 2015

Arte Grega- Marianna Pimentel e Sofia Fernandes


-Arte Grega

Arquitetura

   Quando os gregos chegaram ao Peloponeso, vindos do Norte, ainda não constituíam um povo, e sim tribos que falavam dialetos diferentes e eram comandados por líderes distintos. As mais famosas eram os jônios, dórios e eólios. Posteriormente, localizando-se em regiões diversas desta Península, deram origem a uma das mais brilhantes civilizações da Antiguidade.
Atirador de Discos. Foto: Brian Maudsley / Shutterstock.com   Em contato com os fenícios, desenvolveram o comércio, a navegação, e com eles aprenderam a arte da escrita. Os gregos, principalmente os atenienses, eram dinâmicos e curiosos, adoravam novidades e mudanças. Essa característica os levou a desenvolver uma arte e uma cultura sem igual, com a criação de uma mitologia particularmente rica, da filosofia, do teatro, e de revoluções esportivas, com a instituição das Olimpíadas - realizadas de quatro em quatro anos, em honra a Zeus-, concepções que até hoje compõem o tesouro cultural da humanidade.
    Esta produção artística ficou conhecida como arte micênica, incluindo a elaborada no continente e nas ilhas, com exceção de Creta, onde se desenvolvia um estilo diferente, o minóico. Os artistas gregos buscam exprimir o que contemplam na Natureza, buscando em suas obras expressar a perfeição, a harmonia, o equilíbrio e o ritmo ideais. Entusiasmados com a vida, apaixonados pelo presente, eles são seres racionais, sob o governo de homens que não se igualam aos deuses, mas que buscam também na política a expressão maior, daí o exercício da democracia pelos atenienses.



  Agora os deuses dão lugar aos homens no centro do universo, ou seja, ao antropocentrismo, que, ao lado do racionalismo e da procura das proporções e medidas perfeitas, marca a pintura, a arquitetura e a escultura gregas. Após uma fase de influência mesopotâmica, a arte grega conheceu um período de fertilidade e maturidade, durante o período arcaico, que durou até 475 a.C. A base da produção artística posterior foi construída neste momento, com a definição de seus pilares estéticos. Depois de enfrentar os persas nos campos de batalha, a arte grega obteve uma conquista importante, a de sua autonomia cultural na região mediterrânica. A fase clássica estendeu-se de 475 a.C. até 323 a.C., constituindo o último período artístico essencialmente grego. Esta etapa, liderada por Atenas e sob a égide de Péricles, protagonizou uma espécie de idade de ouro grega.


    Na arquitetura, os templos foram edificados a partir do século VII. Os primeiros eram uma espécie de cabana, construída com madeira, cascalho ou tijolos de barro, algumas vezes com tetos de folhas. Colunas de pedra são egressas do século VI, momento em que os arquitetos passam a desenvolver o trilito – dois pilares de sustentação e um fecho horizontal. Os templos gregos apresentavam uma harmonia simétrica entre o átrio de entrada e o dos fundos. O mais importante é o Partenon, de Atenas. Além dos templos, os teatros, os ginásios esportivos e as ágoras, locais de reunião dos gregos, nos quais eles se concentravam para debater os assuntos mais variados, são exemplos conhecidos da arquitetura grega.
     Na pintura, a expressão maior era a arte cerâmica. Os vasos gregos são muito conhecidos por seu colorido, sua harmonia, o equilíbrio de suas formas, a busca da perfeição. Utilizados em rituais religiosos, tinham também objetivos funcionais, para armazenar água, vinho, azeite e mantimentos. Suas formas correspondiam estritamente ao seu uso. Suas pinturas reproduziam cenas cotidianas dos gregos e também passagens da mitologia grega.
As esculturas gregas expressam os esforços artísticos mais sublimes, de certa forma até hoje insuperáveis. Representam o ideal grego de perfeição, o antropocentrismo, o equilíbrio e o movimento em seu grau mais elevado. As do período arcaico foram profundamente influenciadas pelos mesopotâmicos, egípcios e artistas da Ásia Menor. Duas modalidades se destacam neste período – o Kouros, figura masculina, e a Koré, imagem feminina. Escultores do século VI e princípio do V estudaram detalhadamente o corpo humano, incrementando nas estátuas desta época suas proporções e medidas. No período clássico passa-se a procurar o movimento, usando-se então o bronze, mais resistente que o mármore. As figuras femininas são libertas de suas roupas, surgindo assim estátuas de mulheres nuas. No período helenístico, já sob a influência romana, os seres são representados não mais conforme idade ou personalidade, mas também segundo suas emoções ou estados de espírito. Uma grande vitória atinge os escultores – alcançam a arte de representar grupos de figuras, mantendo a aparência de movimento e a beleza sob todos os ângulos de observação.
    Fonte: http://www.infoescola.com/artes/arte-grega/

  Afresco

    O afresco é uma técnica de pintura em paredes ou tetos de gesso ou revestidas com argamassa, ainda frescas, e geralmente assumem a forma de mural. Muitas vezes, inclusive, o termo é utilizado para referir-se a pintura mural em geral.


    Por conta do estado fresco do gesso ou da argamassa, os pigmentos precisam ser diluídos apenas em água e, conforme a superfície pintada for secando, secam também o desenho, que passa a integrar a superfície, e a fixação é bastante duradoura, sendo um pouco menor em lugares úmidos, pois a umidade causa rachaduras e danos à estrutura da parede e à pintura. Pela afinidade com o clima seco, foi bastante utilizada no norte da Europa e na Itália, exceto Veneza. O afresco é bastante utilizado em igrejas e edifícios públicos, e costuma ocupar grandes extensões.
O afresco, derivado de “buona fresco”, que significa “boa nova”, em italiano, já era utilizado por gregos e romanos, tendo relatos históricos de sua utilização na decoração da Pinacoteca da Acrópole de Atenas, que datam do século V a.C..


Fonte: http://www.infoescola.com/pintura/afresco/

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