sábado, 30 de maio de 2015

Arte Grega e Romana-Arquitetura Maria Gabriela e Leticia

helenismo refere-se ao conhecimento filosófico produzido entre a morte do Alexandre e o início da filosofia medieval.
Principal característica do helenismo: fusão entre a tradição grega e a cultura oriental. Disseminação do pensamento grego pela região da Síria, Egito, Babilônia, etc.
Principais pensadores do helenismo: Plotino, Cícero, Zenão e Epicuro.
O conhecimento produzido pela ciência do helenismo se desenvolveu em diferentes direções: matemática, geometria, astronomia e geografia. Os filósofos helenistas estavam preocupados com a ética (regras da condução de vida), busca pela felicidade individual, imperturbabilidade.?

Principais perspectivas do período helenístico:

1- NEOPITAGORISMO: retomada do pensamento de Pitágoras, sobretudo de sua concepção espiritualista (imortalidade da alma, reencarnação, harmonia espiritual com o cosmos). Oposição ao materialismo.
2- NEOPLATONISMO: Plotino (205-270) conhecemos a vida e o pensamento de Plotino a partir da obra “Vida de Plotino”, escrita pelo seu discípulo Porfírio. Característica central do neoplatonismo: conciliação entre o pensamento de Platão e o pitagorismo com alguns traços da cultura oriental.
3- ESTOICISMO: Teve Zenão de Citio como seu fundador, em 300 a.C.. Para o estoicismo a filosofia seria composta de três partes: física, lógica e ética. Acreditavam numa estreita relação entre o indivíduo (microcosmos) e o universo (macrocosmo).
4- EPICURISMO: perspectiva filosófica fundada por Epicuro. Assim como o estoicismo, buscavam a felicidade individual, mas discordavam quanto ao caminho pra isso.

período helenístico é caracterizada principalmente por uma ascensão da ciência e do conhecimento. A cultura essencialmente grega se torna dominante nas três grandes esferas atingidas peloHelenismo, a Macedônia, a Síria e o Egito. Mais tarde, com a expansão de Roma, cada um desses reinos será absorvido pela nova potência romana, dando espaço ao que historicamente se demarca como o final da Antiguidade. Antes disso, porém, os próprios romanos foram dominados pelos gregos, submetidos ao Helenismo, daí a cultura grega ser depois perpetuada pelo Império Romano.
Agora não havia mais limites entre os diferentes territórios, as diversas culturas e religiões. Antigamente cada povo cultuava seus próprios deuses, mas com a difusão da cultura grega tudo se transforma em um grande caldeirão sincrético, no qual misturam-se as mais variadas visões religiosas, filosóficas e científicas. Alexandria era o grande centro da cultura helenística, especialmente no campo das artes e da literatura.
Entre os alexandrinos floresceram as mais significativas edificações culturais deste período – o Museu, que englobava o Jardim Botânico, o Zoológico e o Observatório Astronômico; e a famosa biblioteca de Alexandria, que abrigava pelo menos 200.000 livros, salas nas quais os copistas trabalhavam ativamente e oficinas direcionadas para a confecção de papiros. Outro núcleo cultural importante foi o de Antioquia, capital da Síria, localizado próximo à foz do rio Orontes, em plenoMediterrâneo.
A era helenística conheceu o incrível progresso da história, com destaque para Polibius; a ascensão da matemática e da física, campos nos quais surgem Euclides e Arquimedes; o desenvolvimento da astronomia, da medicina, da geografia e da gramática. A literatura conhece o apogeu com o poeta Teocritus, que prepondera especialmente na poesia idílica e bucólica.
Na filosofia despontaram quatro correntes filosóficas voltadas para a descoberta da fórmula da felicidade: os cínicos, que cultivavam a idéia de que ser feliz dependia de se liberar das coisas transitórias, até mesmo das inquietações com a saúde; os estóicos e os epicuristas, que acreditavam em um individualismo moral; e o neoplatonismo, movimento mais significativo desta época, inspirado pelos pré-socráticos Demócrito e Heráclito.
Nas artes sobressaíram alguns clássicos da Era Antiga, como a Vênus de Milo, Vitória de Samotrácia e o grupo do Laocoonte. Religiosamente pode-se dizer que o Helenismo era a contraposição pagã à nova religião que dominaria o cenário histórico a partir da preponderância de Roma, o Cristianismo.























HELENIZAÇÃO DE ROMA
A influência grega foi actuando lenta e progressivamente nos Romanos, após a conquista do Sul de Itália e da Sicília, acentuando-se com a conquista da Grécia e redução a província romana, no séc. II a.C.. Foi a partir daí que Roma nasceu para as artes, sob o impulso e a imitação da civilização grega. Esta tornou-se depois de tal modo familiar que a esse propósito escreveu Horácio:
Graecia capta ferum uictorem cepit et artes
intulit agresti Latio...
Nesta evolução cultural desempenhou papel fundamental o círculo dos Cipiões, onde se salientava a personalidade de Cipião Emiliano e autores como Terêncio e Lélio.
A helenização de Roma exerceu-se praticamente em todos os domínios, mas principalmente nos campos da filosofia, oratória, filologia e literatura.
Vindos do mundo helenístico, chegam a Roma homens de cultura que aí vão exercer o seu magistério. Os filósofos Carnéades (aristot´rlico), Critolau ( platónico), Diógenes (epicurista) e Panécio (estóico) aproveitam a sua estadia em Roma para fazerem conferências sobre os princípios das suas escolas. Os romanos cultos dirigem-se à Grécia onde, em contacto com os mestres gregos, aprofundam a sua cultura nos domínios da filosofia e da oratória. O interesse filológico leva à organização de bibliotecas. Assim, a pouco e pouco, o velho ideal do ciuis romanus vai cedendo o passo a um ideal de homem humanista e universal.
Este helenismo invasor da vida intelectual romana teve em Catão um feroz opositor.
A partir de 160, o fenómeno é imparável e de extraordinária importância na evolução cultural de Roma. Mas os romanos nunca deixaram de apreciar os valores tradicionais e foi a síntese entre o seu e o alheio que produziu uma cultura de raiz universalista e é hoje o substrato cultural da civilização ocidental
Literatura
(vide p. 10 a 17, do manual e fotocópias sobre oratória, Eneida, Horácio e Plauto)
- importância dos serui docti, de Lívio Andronico, Névio e Énio
- repercussão da helenização nas comédias de Plauto

Nenhum comentário:

Postar um comentário