O helenismo refere-se
ao conhecimento filosófico produzido entre a morte do Alexandre e o
início da filosofia medieval.
Principal
característica do helenismo: fusão entre a tradição grega e a
cultura oriental. Disseminação do pensamento grego pela região da
Síria, Egito, Babilônia, etc.
Principais
pensadores do helenismo: Plotino, Cícero, Zenão e Epicuro.
O
conhecimento produzido pela ciência do helenismo se desenvolveu em
diferentes direções: matemática, geometria, astronomia e
geografia. Os filósofos helenistas estavam preocupados com a ética
(regras da condução de vida), busca pela felicidade individual,
imperturbabilidade.?
Principais perspectivas do período helenístico:
1-
NEOPITAGORISMO: retomada
do pensamento de Pitágoras, sobretudo de sua concepção
espiritualista (imortalidade da alma, reencarnação, harmonia
espiritual com o cosmos). Oposição ao materialismo.
2-
NEOPLATONISMO: Plotino
(205-270) conhecemos a vida e o pensamento de Plotino a partir da
obra “Vida de Plotino”, escrita pelo seu discípulo Porfírio.
Característica central do neoplatonismo: conciliação entre o
pensamento de Platão e o pitagorismo com alguns traços da cultura
oriental.
3-
ESTOICISMO: Teve
Zenão de Citio como seu fundador, em 300 a.C.. Para o estoicismo a
filosofia seria composta de três partes: física, lógica e ética.
Acreditavam numa estreita relação entre o indivíduo (microcosmos)
e o universo (macrocosmo).
4-
EPICURISMO: perspectiva
filosófica fundada por Epicuro. Assim como o estoicismo, buscavam a
felicidade individual, mas discordavam quanto ao caminho pra isso.
O período
helenístico é
caracterizada principalmente por uma ascensão da ciência e do
conhecimento. A cultura essencialmente grega se torna dominante nas
três grandes esferas atingidas peloHelenismo,
a Macedônia, a Síria e
o Egito. Mais tarde, com a expansão de Roma, cada um desses reinos
será absorvido pela nova potência romana, dando espaço ao que
historicamente se demarca como o final da Antiguidade. Antes disso,
porém, os próprios romanos foram dominados pelos gregos, submetidos
ao Helenismo, daí a cultura grega ser depois perpetuada pelo Império
Romano.
Agora
não havia mais limites entre os diferentes territórios, as diversas
culturas e religiões. Antigamente cada povo cultuava seus próprios
deuses, mas com a difusão da cultura grega tudo se transforma em um
grande caldeirão sincrético, no qual misturam-se as mais variadas
visões religiosas, filosóficas e científicas. Alexandria era o
grande centro da cultura
helenística,
especialmente no campo das artes e da literatura.
Entre
os alexandrinos floresceram as mais significativas edificações
culturais deste período – o Museu, que englobava o Jardim
Botânico, o Zoológico e o Observatório Astronômico; e a famosa
biblioteca de Alexandria, que abrigava pelo menos 200.000 livros,
salas nas quais os copistas trabalhavam ativamente e oficinas
direcionadas para a confecção de papiros. Outro núcleo cultural
importante foi o de Antioquia, capital da Síria, localizado próximo
à foz do rio Orontes, em plenoMediterrâneo.
A
era helenística conheceu o incrível progresso da história, com
destaque para Polibius; a ascensão da matemática e da física,
campos nos quais surgem Euclides e
Arquimedes; o desenvolvimento da astronomia, da medicina, da
geografia e da gramática. A literatura conhece o apogeu com o poeta
Teocritus, que prepondera especialmente na poesia idílica e
bucólica.
Na
filosofia despontaram quatro correntes filosóficas voltadas para a
descoberta da fórmula da felicidade: os cínicos, que cultivavam a
idéia de que ser feliz dependia de se liberar das coisas
transitórias, até mesmo das inquietações com a saúde; os
estóicos e os epicuristas, que acreditavam em um individualismo
moral; e o neoplatonismo, movimento mais significativo desta época,
inspirado pelos pré-socráticos Demócrito e
Heráclito.
Nas
artes sobressaíram alguns clássicos da Era Antiga, como a Vênus de
Milo, Vitória de Samotrácia e o grupo do Laocoonte. Religiosamente
pode-se dizer que o Helenismo era a contraposição pagã à nova
religião que dominaria o cenário histórico a partir da
preponderância de Roma, o Cristianismo.
A
influência grega foi actuando lenta e progressivamente nos Romanos,
após a conquista do Sul de Itália e da Sicília, acentuando-se com
a conquista da Grécia e redução a província romana, no séc. II
a.C.. Foi a partir daí que Roma nasceu para as artes, sob o impulso
e a imitação da civilização grega. Esta tornou-se depois de tal
modo familiar que a esse propósito escreveu Horácio:
Graecia
capta ferum uictorem cepit et artes
intulit
agresti Latio...
Nesta
evolução cultural desempenhou papel fundamental o círculo dos
Cipiões, onde se salientava a personalidade de Cipião Emiliano e
autores como Terêncio e Lélio.
A
helenização de Roma exerceu-se praticamente em todos os domínios,
mas principalmente nos campos da filosofia, oratória, filologia e
literatura.
Vindos
do mundo helenístico, chegam a Roma homens de cultura que aí vão
exercer o seu magistério. Os filósofos Carnéades (aristot´rlico),
Critolau ( platónico), Diógenes (epicurista) e Panécio (estóico)
aproveitam a sua estadia em Roma para fazerem conferências sobre os
princípios das suas escolas. Os romanos cultos dirigem-se à Grécia
onde, em contacto com os mestres gregos, aprofundam a sua cultura nos
domínios da filosofia e da oratória. O interesse filológico leva à
organização de bibliotecas. Assim, a pouco e pouco, o velho ideal
do ciuis romanus vai cedendo o passo a um ideal de
homem humanista e universal.
Este
helenismo invasor da vida intelectual romana teve em Catão um feroz
opositor.
A
partir de 160, o fenómeno é imparável e de extraordinária
importância na evolução cultural de Roma. Mas os romanos nunca
deixaram de apreciar os valores tradicionais e foi a síntese entre o
seu e o alheio que produziu uma cultura de raiz universalista e é
hoje o substrato cultural da civilização ocidental
Literatura
(vide
p. 10 a 17, do manual e fotocópias sobre oratória, Eneida, Horácio
e Plauto)
-
importância dos serui docti, de Lívio Andronico, Névio
e Énio
-
repercussão da helenização nas comédias de Plauto
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