sábado, 30 de maio de 2015

Esculturas Gregas e Romanas - Karina e Julia


  • Esculturas gregas no período helenístico

A Grécia permaneceu uma região produtiva durante todo o período helenístico. Apesar de Atenas perder sua antiga primazia, continuou ativa - e de fato iniciou um movimento neoclássico através da Escola Neo-Ática, de grande influência sobre a escultura romana - junto com Olímpia, Argos, Delfos e Corinto, enquanto vários centros novos se estabeleciam por exemplo em Messene, Mileto, Priene, Chipre, Samotrácia e na Magnésia. Merecem atenção especial, porém, Rodes e a Magna Grécia. Tânagra também merece uma atenção, mas será abordada na seção sobre as Terracotas, e Pérgamo, mesmo tendo desenvolvido a tipologia dos guerreiros e amazonas feridos, muito apreciados e com exemplares de altíssimo nível, constará na parte da Escultura arquitetural pela importância maior do seu Altar de Zeus.

  • Esculturas romanas no período helenistico
Desde as origens de Roma sua escultura esteve sob a influência grega. Primeiro através da arte etrusca, que era uma interpretação da arte do Período Arcaico da Grécia, e depois com o contato com as colônias gregas da Magna Grécia, no sul da península itálica. Tendo iniciado sua expansão para o Mediterrâneo, nas suas campanhas militares os romanos saquearam diversas cidades onde havia grandes acervos de escultura helenística, entre elas a próspera Siracusa, dominada em 212 a.C. Segundo os relatos, o botim de guerra foi fantástico, e, levado a Roma, passou a adornar a capital, imediatamente deslocando no favor do público a escultura de tradição greco-etrusca. Este saque foi seguido por vários outros,Tarento em 209 a.C.Erétria em 198 a.C., o Peloponeso em 196 a.C.Síria e Anatólia em 187 a.C.Corinto em 146 a.C.Atenas em 86 a.C. e a Sicília em 73-71 a.C., rapinas tão ávidas que por vezes causaram indignação entre os próprios senadores romanos. O resultado, porém, foi cobrir Roma de arte helenística, e atrair para a nova potência diversos artífices, como PóliclesSósicles e Pasíteles, que começaram a criar uma escola de escultura local, que se fundou sobre os princípios da arte helenística e foi a responsável pela transmissão para a posteridade, através de cópias, de uma enorme quantidade de obras célebres gregas e protótipos formais cujos originais mais tarde acabariam se perdendo, ao mesmo tempo em que formulavam novas tipologias tipicamente romanas. Mais tarde a escultura clássico-helenística romana seria o elo de transição para a arte bizantina e daria as bases para o desenvolvimento da iconografia cristã.

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