sábado, 30 de maio de 2015

Grécia antiga- Periodo homérico & civilização de Roma - Letícia Basílio e Polyana Freire



Período Homérico: O sistema gentílico



O genos constituía a primitiva unidade econômica, social política e religiosa dos gregos. Todo o grupo vivia sob a autoridade do pater (patriarca) que, ao morrer, era sucedido pelo primogênito, e assim sucessivamente. Era um grupo consangüíneo e a solidariedade entre seus membros era muito grande. Os casamentos eram feitos dentro do clã.

O poder político do pater advinha de ser ele o responsável pelo culto dos antepassados (antigos paires) que ele realizava todos os dias, antes das refeições comuns. Distribuía justiça costumeira (as leis eram orais) e comandava o exército do genos.

Nos fins do Período Homérico, essas comunidades começaram a se transformar. A população cresceu, mas a produção agrícola não acompanhava o mesmo ritmo. Faltavam terras férteis e as técnicas de produção eram rudimentares. Em vista disso, houve a desintegração das comunidades gentílicas: seus membros, liderados pelo pater de sua submissão, resolveram partilhar as terras coletivas. Os paires favoreceram seus parentes mais próximos, que passaram a ser chamados eupátridas (bem- nascidos), permitindo-lhes ficar com as melhores terras. Os parentes mais afastados herdaram as terras menos férteis da periferia, sendo chamados georgoi (agricultores). Muitos outros, porém, ficaram sem terras, o que lhes valeu o nome de thetas (marginais).

Os eupátridas herdaram a tradição dos paires, monopolizando o poder político e constituindo uma aristocracia de base fundiária. Esses aristocratas se agrupavam em fratrias. Um grupo de fratrias, por sua vez, formava uma tribo.
A reunião de várias tribos deu origem a pequenos Estados locais, as poleis (cidades-Estado). Por volta dessa época, surgiram na Grécia cerca de 160 cidades independentes umas das outras. Cada uma delas se caracterizava por um templo construído em sua parte mais alta: a Acrópole.
Primitivamente, as poleis eram governadas por um Basileus (rei), cujo poder era limitado pelos eupátridas. Em geral, quando os reis tentaram assumir um controle maior sobre o poder, foram depostos e substituídos por arcontes (magistrados indicados pelo Conselho dos Ai-istocratas e renovados anualmente).


 Figura 1: Bandeira da Itália

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Figura 2: Bandeira da Roma Antiga
Figura 3: Bandeira da Grécia Antiga


Período Homérico: O sistema gentílico

O genos constituía a primitiva unidade econômica, social política e religiosa dos gregos. Todo o grupo vivia sob a autoridade do pater (patriarca) que, ao morrer, era sucedido pelo primogênito, e assim sucessivamente. Era um grupo consangüíneo e a solidariedade entre seus membros era muito grande. Os casamentos eram feitos dentro do clã.

O poder político do pater advinha de ser ele o responsável pelo culto dos antepassados (antigos paires) que ele realizava todos os dias, antes das refeições comuns. Distribuía justiça costumeira (as leis eram orais) e comandava o exército do genos.

Nos fins do Período Homérico, essas comunidades começaram a se transformar. A população cresceu, mas a produção agrícola não acompanhava o mesmo ritmo. Faltavam terras férteis e as técnicas de produção eram rudimentares. Em vista disso, houve a desintegração das comunidades gentílicas: seus membros, liderados pelo pater de sua submissão, resolveram partilhar as terras coletivas. Os paires favoreceram seus parentes mais próximos, que passaram a ser chamados eupátridas (bem- nascidos), permitindo-lhes ficar com as melhores terras. Os parentes mais afastados herdaram as terras menos férteis da periferia, sendo chamados georgoi (agricultores). Muitos outros, porém, ficaram sem terras, o que lhes valeu o nome de thetas (marginais).

Os eupátridas herdaram a tradição dos paires, monopolizando o poder político e constituindo uma aristocracia de base fundiária. Esses aristocratas se agrupavam em fratrias. Um grupo de fratrias, por sua vez, formava uma tribo.
A reunião de várias tribos deu origem a pequenos Estados locais, as poleis (cidades-Estado). Por volta dessa época, surgiram na Grécia cerca de 160 cidades independentes umas das outras. Cada uma delas se caracterizava por um templo construído em sua parte mais alta: a Acrópole.
Primitivamente, as poleis eram governadas por um Basileus (rei), cujo poder era limitado pelos eupátridas. Em geral, quando os reis tentaram assumir um controle maior sobre o poder, foram depostos e substituídos por arcontes (magistrados indicados pelo Conselho dos Ai-istocratas e renovados anualmente).

A República Romana

Novas instituições políticas e expansão militar
Com a instalação da República, os patrícios organizaram uma estrutura social e administrativa que lhes permitia exercer domínio sobre Roma e desfrutar os privilégios do poder.
Resultado de imagem para roma antiga bandeiraOs patrícios controlavam quase a totalidade dos altos cargos da República. Esses cargos eram exercidos por dois cônsules e outros importantes magistrados. Na chefia da República os cônsules eram auxiliados pelo Senado, composto por trezentos destacados cidadãos romanos. Havia, ainda, a Assembléia dos Cidadãos, manobrada pelos ricos patrícios.

Conflitos entre Patrícios e Plebeus

Embora os plebeus constituíssem a maioria da população, eles não tinham direito de participar das decisões políticas. Tinham deveres a cumprir: lutar no exército, pagar impostos etc.
A segurança de Roma dependia de um exército forte e numeroso. Os plebeus eram indispensáveis na formação do exército, uma vez que constituíam a maior parte da população.
Conscientes disso e cansados de tanta exploração, os plebeus recusaram-se a servir o exército, o que representou duro golpe na estrutura militar de Roma. Iniciaram uma longa luta política contra os patrícios, que perdurou por mais de um século. Lutaram para conquistar direitos, como o de participar de decisões políticas, exercer cargos da magistratura ou casar-se com patrícios.

Conquistas da Plebe

Para retornar ao serviço militar, os plebeus fizeram várias exigências aos patrícios e conquistaram direitos. Entre eles encontrava-se a criação de um comício da plebe, presidido por um tribuno da plebe. A pessoa do tribuno da plebe seria inviolável, pessoa protegida contra qualquer violência ou ação da justiça. Ela teria também poderes especiais para cancelar quaisquer decisões do governo que prejudicassem os interesses da plebe.
Outras importantes conquistas obtidas pela plebe foram:
Lei das Doze Tábuas (450 a.C) – Juízes especiais ( decênviros) decretariam leis escritas válidas para patrícios e plebeus. Embora o conteúdo dessas leis fosse favorável aos patrícios, o código escrito serviu para dar clareza às normas, evitando arbitrariedades;
Lei Canuléia (445 a.C.) – autorizava o casamento entre patrícios e plebeus. Mas na prática só os plebeus ricos conseguiam casar-se com patrícios.
Eleição dos magistrados plebeus (362 a.C.) – os plebeus conseguiram, lentamente, Ter acesso a diversas magistraturas romanas. Em 336 a.C., elegeu-se o primeiro cônsul plebeu, era a mais alta magistratura;
Proibição da escravidão por dívidas – por volta de 366 a.C. foi decretada uma lei que proibia a escravização de romanos por dívidas ( muitos plebeus haviam se tornado escravos dos patrícios por causa de dívidas). Em 326 a.C., a escravidão de romanos foi definitivamente abolida.
As diversas conquistas da plebe, entretanto, não beneficiaram igualmente a todos os membros da plebe. Os cargos políticos e os privilégios ficaram concentradas nas mãos da nobreza plebéia, que passou a desprezar o homem pobre da plebe da mesma maneira que um elevado patrício.

Conquistas Militares e expansão territorial

A luta política entre patrícios e plebeus não chegou a desestabilizar o poder republicano. Prova disso é que a República romana expandiu notavelmente seu território através de várias conquistas militares.
As primeiras evidências da expansão militar consistiram no domínio completo da península itálica. Mais tarde, tiveram inicio as guerras contra Cartago ( cidade no norte da África), conhecidas como Guerras Púnicas* . Posteriormente veio a expansão pelo mundo antigo.
Guerras Púnicas ( 264-146 a.C.) – a principal causa das guerras púnicas foi disputa pelo controle comercial do Mediterrâneo. Quando os romanos completaram o processo de conquistas da península Itálica, Cartago era uma próspera cidade comercial que possuía colônias no norte da África, na Sicília, na Sardenha e na Córsega. Era, portanto, uma forte concorrente dos romanos . Para impor sua hegemonia comercial e militar na região do Mediterrâneo, os romanos precisavam derrotar Cartago. Após batalhas violentas, desgastantes e com duras perdas, os romanos conseguiram arrasar Cartago em 146 a.C.
Expansão pelo mundo antigo – eliminando a rival ( Cartago), os romanos abriram caminho para a dominação de regiões do Mediterrâneo ocidental (Macedônia, Grécia, Ásia Menor). O mar mediterrâneo foi inteiramente controlado pelos romanos que o chamavam de nare nostrum ( nosso mar).

Conseqüências das conquistas militares

As conquistas militares acabaram levando a Roma a riqueza dos países dominados. O estilo de vida romano, antes simples e modesto, evoluiu em direção ao luxuoso, ao requintado, ao exótico. A elevação do padrão e do estilo de vida romano refletia-se na construção das casas, no vestuários e na alimentação das classes dominantes. Mas o luxo e a riqueza eram privilégios de uma minoria de patrícios e plebeus ricos.
No plano cultural, as conquistas militares colocaram os romanos em contato com a cultura de outras civilizações. Nesse sentido, deve-se destacar a grande influência dos gregos sobre os romanos.
Á sociedade também sofreu transformações. Os ricos nobres romanos, em geral pertencentes ao Senado, tornaram-se donos de grandes latifúndios, que eram cultivados pelos escravos. Obrigados a servir no exército romano, muitos plebeus regressaram a Itália de tal modo empobrecidos que, para sobreviver, passaram a vender seus bens. Sem terras, inúmeros camponeses plebeus emigraram para a cidade, engrossando a massa de desocupados pobres e famintos.

Crise e fim da Republica

O aumento da massa de plebeus pobres e miseráveis ornava cada vez mais tensa a situação social e política de Roma. A sociedade dividia-se em dois grandes pólos. De um lado, o povo e seus líderes, que reivindicavam reformas sociais urgentes. De outro a nobreza e grandes proprietários rurais.

A reforma de Graco

Diante do clima de tensão, os irmãos Tibério e Caio Graco, que eram tributos da plebe, tentaram promover uma reforma social (133-132 a.C.) para melhorar as condições de vida da massa plebéia. Entre outras medidas, propuseram a distribuição de terras entre camponeses plebeus e limitações ao crescimento dos latifúndios. Sofreram então forte oposição do Senado romano. Acabaram sendo assassinados a mando dos nobres, que se sentiram ameaçados pelo apoio popular que os irmãos vinham recebendo.
Fracassadas as reformas sociais dos irmãos Graco, a política, a economia e a sociedade romanas entraram num período de grande instabilidade.

A transição para o império

Com o agravamento da crise, tradicionais instituições foram questionadas, e um clima de desordem e agitação foi tomando conta da vida das cidades. Diversos chefes militares entraram, sucessivamente, em luta pelo poder, marcando o processo de transição para o império. Entre os principais acontecimentos desse processo destacam-se:
Em 107 a.C., o general Caio Mário tornou-se cônsul. Reformou o exército, instituindo o pagamento de salário (soldo) para os soldados.
Em 82 a.C., o general Cornélio Sila, representando a nobreza, derrotou Caio Mário e instituiu um governo ditatorial.
Em 79 a.C., Sila foi forçado a deixar o poder devido a seu estilo antipopular de governo, pois a situação social estava incontrolável.
Em 60 a.C.estabeleceu-se o Primeiro Triunvirato*, formado por Crasso, Julio César e Pompeu para governar Roma. Pouco tempo depois de assumir o poder, Crasso foi assassinado. Surgiu, então, séria rivalidade entre Pompeu e Julio César. César saiu vitorioso e tornou-se ditador supremo de Roma.Promoveu, durante o seu governo, diversas reformas sociais para controlar a situação. Em 44 a.C. foi assassinado por uma conspiração organizada por membros do Senado.
Em 43 a.C., estabeleceu-se o Segundo Triunvirado, composto por Marco Antonio, Otávio e Lépido. O poder foi dividido entre os três: Lépido ficou com os territórios africanos, mas depois foi forçado a retirar-se da política; Otávio ficou responsável pelos territórios ocidentais; e Marco Antonio assumiu o controle dos territórios do Oriente. Surgiu intensa rivalidade entre Otavio e Marco Antonio, que se apaixonara pela rainha Cleópatra, do Egito. Declarando ao Senado que Marco Antonio pretendia formar um império no Oriente, Otavio conseguiu o apoio dos romanos para derrotá-lo. Assim, tornou-se o grande senhor de Roma.

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